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terça-feira, 15 de julho de 2014

O legado da Copa

Domingo, Alemanha e Argentina decidiram a final da 20ª Copa do Mundo, a data tão esperada desde o dia 30 de outubro de 2007. Com forte tempero de política petista, e a questionável (des) necessidade frente a urgências do país, como segurança pública, saúde, mobilidade urbana, desemprego, a garantia de que os investimentos viriam da iniciativa privada e seria o legado da copa. A herança foi outra.

Futebol é no pé, não na camisa!

Esta copa mostrou para o mundo inteiro que no futebol, se vence com a bola, com o time inteiro, não somente com um jogador e com a camisa. As derrotas para os alemães e para os holandeses eram inevitáveis pela deficiência coletiva da nossa seleção. Faltou posicionamento, passes eficientes e, principalmente finalização. O país do futebol está carente de fundamentos que fizeram nossa história nas copas. E o fiasco, deixa quieto... mas lição ficará.

Foto do site da CBF


Torcida deu show.

Nada de "hooligans", "bocas brabas" ou vandalos nos estádios e no entorno. Com duas exceções, a copa mostrou a torcedores brasileiros que não existe a necessidade de cercas, muretas e fossas para separar as tropas de guerra. A batalha é dentro das quatro linhas, fora delas, é só festa.

Colorados, gremistas, franceses, hondurenhos e argentinos ocupando o mesmo espaço no Estádio Beira-Rio. Foto do site do Internacional.


O preço do "Padrão FIFA"

Inicialmente, o governo não investiria nos estádios e procuraria parceiros privados para as obras nas cidades sedes. Não saiu como planejado, o que acabou gerando manifestações [¹ ² ] por todo o país. No total, foram investidos pelas três esferas do governo, 25,8 bilhões em financiamentos e investimentos. Esse valor investido nos últimos 7 anos (mais intenso nos últimos 3 anos), equivale a um mês investido na educação, um pouco mais que um ano de Bolsa Família, 10% a mais que o custo mensal com a saúde e menos que toda a obra da (polêmica) Hidrelétrica de Belo Monte.

Comparando os números, o Brasil não parou financeiramente por causa das obras da Copa. Parte desse valores ainda retornarão dos financiamentos, como na Arena do Corinthians, para os cofres públicos.Também não somos idiotas em ignorar que é ainda necessário investir nos setores que o povo protestou nas ruas, porém, mais do que aumentar investimentos, estes setores necessitam de melhor gestão.


Segurança


Um depoimento mais regionalizado. Em Porto Alegre, foi nítida a presença dos 'Brigadianos" (polícia militar gaúcha) nas ruas. 2200 policiais (civil e militar que vieram do interior para o evento) dobraram o contingente durante os 15 dias da copa na capital. A sensação de segurança e a queda dos números de violência, nos provocam que, realmente, ainda há muito que investir no setor.

Brigada no Beira-Rio. Foto do Blog da CPM.


Operação "Jules Rimet"

Outro ponto (muito) positivo durante a copa, foi a atuação da Inteligência de Segurança na Copa. que prendeu 12 pessoas envolvidas na máfia dos ingressos  que atuava há algumas edições da Copa. A polícia não informou todos os dados coletados durante a investigação á FIFA e desmantelou a quadrilha com integrantes até o Diretor da Agência Match, empresa contratada para organizar a venda dos ingressos do evento.

Chip na Bola, monitoramento e acessibilidade

Esta Copa foi a primeira a utilizar o recurso de validação de gol através de tecnologia eletrônica. Já havia utilizada em outros torneios organizados pela FIFA. Na realidade, a Goal-Line Technology só foi necessária nos jogos França 3 x 0 Honduras (a partida já estava 1 x 0) e Costa Rica 1 x 0 Itália, gol que colocou a seleção americana nas Oitavas-de-Final da Copa.



Outro ponto positivo foram as catracas "inteligentes", que junto com as câmeras colocadas acima de cada roleta, identificava o rosto de cada torcedor com o local que estava sentado no estádio.

Percebemos que nosso país pode herdar algumas obras, exemplos de segurança e como o torcedor pode se portar dentro e fora do estádio. A Copa das Copas deu um banho de água fria nos pessimistas e apresentou resultados positivos na aceitação dos visitantes quanto a transporte, aeroportos e segurança. Quanto ao dinheiro ser aplicado na Copa e não em outros setores de necessidade nacional, temos uma oportunidade de mudar agora em Outubro.

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