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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um país chamado Rio Grande do Sul

Há alguns dias li na Revista Super Interessante um artigo intitulado “Afinal, o que é um país?” onde falava sobre conceitos oficiais (internacionais) de como definir um país e alguns casos adversos a estes conceitos (como exemplos o recente país Sudão do Sul, o quase país da Palestina e alguns pequenos países como San Marino e Liechtenstein). Nela aponta como requisitos a que um país deve possuir, como ser “população permanente, território definido, governo e capacidade de entrar em relação com os outros Estados”. Meu questionamento foi: “ Porque o Rio Grande do Sul não é um país ainda?”
Acalme-se caro leitor! Não tenho pretenção alguma de liderar (ou reavivar) qualquer revolução separatista. Quem me acompanha, sabe que falo, dentre outras coisas, sobre nossos hábitos e posturas. E quem conhece nosso estado e nossas rotinas, vai começar a concordar (amistosamente) comigo.
Trazendo os conceitos apresentados no artigo, o Rio Grande do Sul apresenta os requisitos exigidos. Possuimos uma população permanente, com características bem definidas. Nosso território é praticamente o mesmo desde o período da Revolução Farroupilha (1835). Temos governo presente, com uma população exigente e políticamente ativa (com movimentos nacionais iniciados aqui, como a Legalidade, Coluna Prestes e a revolução de 30, entre outros) e possuimos, sim!, capacidade de relacionamentos entre outros povos e Estados!
Mas estes conceitos para mim não são suficientes. Ainda possuimos outras características que mostram nossa diversidade perante a a cultura brasileira. Temos um vocabulário diferenciado, algo muito além de “Capaz!”, o “Tchê” e o “Bah!”, ou alguém sabe o que significa “Flor de Tuna, camoatim de mel campeiro” do Canto Alegretense? Possuimos um “comportamento polarizado”, não permitindo dúvidas (ou tu és “Petista’ ou “antipetista” – independente do partido - , ou tu és “colorado” ou és “gremista”). Por fim, mas não o último, possuimos uma identidade forte com nossas origens: Nada de “jeitinho brasileiro”, mostrando malandragem, improviso, e sim uma postura digna, respeitosa e leal, um verdadeiro Gaúcho!
Novamente afirmo que não tenho intenção separatista. Apresento estas conclusões como demonstração para aqueles que nos tem como “bairristas” ou recalcados, mas sim, havemos características diferentes da população brasileira, o que existe bastante nesses “quatro cantos do Brasil!”
20 de setembro: Feliz dia do gaúcho!




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Um hino cantado em pé e com o coração batendo forte!

5 comentários:

  1. eeeeee merecemos mesmo porq só aqui pra ter tanta notoriedade e identidade, falou tudo com teu texto... e deu pra perceber o quanto você tem orgulho deste lugar q amamos tanto. Adoro ler o que você escreve já disse q repito sou fã ;)

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  2. Xirú, muito bom isto que tu colocaste, de forma sucinta mostrou que temos condições plenas de independência, mas gurizinho, os maiores políticos brasileiros saíram daqui, o time campeão de tudo é daqui, o melhor churrasco é o daqui, a polar é daqui, Ronaldinho gaúcho o nome já diz, então, depois desses motivos te deixo um questionamento, o que seria do Brasil sem nós?
    Um quebra costelas do amigo Elias (pab)

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  3. Que papo mais furado! Que população permanente? Se tem famílias e mais famílias de gaúchos espalhadas pelo Brasil inteiro. Santa Catarina sendo abarrotada de gaúchos em busca de melhor vida. Que xorna de opinião essa tua! Sem entrar no mérito de outras baboseiras que tu escreveu aí...

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    Respostas
    1. Pois olha, "Anônimo", caso tu não saibas, "população permanente" é um termo que significa 'uma porção da população que permanece na região', que não é migratória, cigana.

      O fato do oeste brasileiro, inclusive em Santa Catarina, estar minado de gaúchos e de cidades criadas por gaúchos, dá-se por um fato histórico. Tu já estudastes sobre a Marcha para o Oeste? Pois se lembrares, foi um incentivo do presidente Getúlio Vargas de explorar terras não ocupadas em estados como Goiás e Mato Grosso (não dividido na época). E daqui, teve uma leva de gaúchos que se estenderam para lá.

      Quanto aos gaúchos que vão para outros estados, inclusive em Santa Catarina, dá-se pela oportunidade de trabalho que não é preenchida pelos habitantes da região. Eu mesmo já trabalhei aí alguns dias pois não encontravam gente 'para trabalhar'.

      Aliás, tem gaúchos que eu conheço que moram por aí por gostarem do lugar. Eu particularmente adorei visitar Floripa, mas diferente deles, ainda não troco minha capital congestionada, violenta e lenta.

      Já essa "xorna de opinião", te digo que 'opinião' e bunda, cada um tem a sua, e faz o que bem entende com ela. A minha opinião eu divido, e a opção de ler ou não é a do leitor.

      Então, caro "Anônimo", caso queira debater algum assunto ou baboseira, deixo meu contato (ideiasdoguri@gmail.com).

      Um forte quebra-costelas!

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