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domingo, 5 de junho de 2011

Restinga – Coletivo enlatado

Nesta quinta-feira (02/06/2011), o Diário Gaúcho nos estampou com uma reportagem com atenção na capa sobre um assunto que não é novidade para os moradores da Restinga: “Transporte coletivo no bairro”

A reportagem traz a (inglória) rotina dos trabalhadores e estudantes que viajam dentro de ônibus lotados e as barreiras que impedem a vinda de uma linha de Lotação a região.  Como morador, segue o meu relato:

“Moro, entre idas e vindas, há 23 anos na Restinga. Dependo do transporte coletivo para trabalhar. Todos os dias, enfrento durante uma hora de viagem, e mesmo embarcando nas primeiras paradas, o ônibus já está cheio, e continua aceitando novos passageiros (enlatados) até a lotação máxima. Sinceramente, não há necessidade de se segurar, pois dependendo da lotação, não existe folga entre um usuário e outro, e assim, não tem como cair em uma parada brusca.

Parece exagero? É só analisar os dois terminais: “Filas e filas”. E mesmo com a aquisição de novos ônibus e horários, a demande não comporta as necessidades do bairro (hoje, com aproximadamente 200 mil habitantes).

Não sou nenhum xiita dos nossos coletivos, pelo contrário: venho de duas gerações de motoristas destas linhas, e conheço de perto os desgastes gerados pelo estresse dessas viajens com alta capacidade.

Creio que com a adição de uma linha de lotação, servirá de grande apoio para os habitantes, sem impactuar significativamente com o lucro da concessionária das linhas atuais.”

 

 

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3 comentários:

  1. Realente é complicado, já chega a ser olho grande, comer mais que a barriga aguenta (no casso, transportar mais que o ônibus aguenta)

    Obs.: Sardinha tem mais espaço na lata.
    Obs.2: Somente quem já ando em um Restinga, sabe realmente o que é um ônibus lotado!

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  2. Sabe, eu acho que uma linha de trem pegando a Wenceslau Escobar, Juca Batista, indo até a Restinga, reduziria bastante o tempo de duração de uma viagem, sem falar que desafogaria os ônibus.

    Mas aí o lucro das empresas de ônibus diminuiria...

    Quando eu estagiei no Trensurb, ouvi comentários de que o lobby das empresas de ônibus de Porto Alegre para impedir a Linha 2 do trem metropolitano era muito forte.

    Abraços

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  3. Realmente o investimento numa ampliação do serviço do transporte coletivo convencional e das lotações seria importante para atender à população da Restinga. Eu considero absurdo obrigar os passageiros a serem transportados como gado em direção ao abatedouro quando é possível amenizar o problema. Se as empresas não querem gastar com mais ônibus tem a opção de se usar modelos articulados, com mais espaço para os passageiros e, consequentemente, mais conforto e segurança.

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