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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

E que venha o ano...

Ano Novo. Vida Nova. Misturados em simpatias, mudanças de hábitos e rituais, a promessa de uma 'virada' na vida só acontece se nós realmente fazermos algo diferente. Acho que essa é a melhor definição da minha entrada de ano novo.

E começou 4 dias antes. Quando "soube" que já haviam comprado a minha passagem para uma praia aqui no RS, porém com um pequeno detalhe: Não havia mais passagem á Cidreira, então foi comprado para Tramandaí (30 km de distância) e lá, "daríamos um jeito de chegar"!

Comprado barraca e conchonetes (que por fim, não foram utilizados), marcamos de nos encontrar em um supermercado no Centro de Porto Alegre, onde comprariamos "mantimentos" para a "gauchada" a se fazer. Porém, fui informado da filial errada, e 50 minutos depois de esperar, marcamos de nos encontrar na rodoviária, no box de saída do ônibus. Acabou a espera, mas não as "desventuras"...

O ÔNIBUS

Frustração. Essa palavra nos mostra "a condução". Ele se dividiu em, no que durante a definimos, em "6 tweets":
1. @viagem: Linha "comum" (pinga-pinga), sem banheiro e sem ar condicionado: Será que chega hoje?
2. @viagem: O vovô do lado está fazendo um bipe diferente: Será que está #infartando?
3. @viagem: O guri da 3ª poltrona da frente está vomitando: Será que vai cheirar?
4. @viagem: Ônibus para pela ducentésima vez. E entra uns 9 "meliantes" com correntes no pescoço e jeans apertado: Onde será o #pagode?
5. @viagem: Após 2h de viagem, o cobrador informou que (a recém) "estamos na Estrada Velha". Uma dos nós exclamou: "Quê?!" Risos no ônibus.
6. @viagem: Depois de 2h e meia, ônibus para 15 minutos na parada para o guri que vomitou vá no banheiro. Porque ele não foi na pausa do ônibus na última rodoviária?

TRAMANDAÍ

Chegamos em Tramandaí 10h05m. Instantes antes da partida do último ônibus para Cidreira (minutos preciosos daquele guri na rodoviária errada). Quando descemos fomos ao banheiro e depois em busca de condução até Cidreira. Duas opções diferentes surgiram: Táxi, com a 'bagatela' (?) de R$70,00, ou uma opção diferente: um motorista de outro ponto. Ligamos para o "Jairão", uma sugestão da rodoviária. Um taxista, com que fechamos por menos, "Sessentinha". Marcamos a 2 quadras dali, o que foi mais, tendo que levar o Isopor de "mantimentos" pesado. Mas encontramos ele.

JAIRÃO

Não quero falar dele. Mas não adianta... O curso até Cidreira foi único. Quando embarcamos no carro, ele perguntou sobre o isopor, e depois revelou: Estava tomando uma em casa... O carro em movimento ficou calado. E não parou por aí, durante toda a viagem ele conversava e gesticulava com a mão (que deveria estar no volante). Em uma das conversas, ele confessou que já trabalhou como caminhoneiro, e que até hoje era viciado em rebite! Instantes depois, o carro a frente andava "curvando" na reta. Parecia que estava bêbado, ele então, nos perguntou se não se importava se ele corresse... Antes da resposta ele acelerou e ultrapassou o carro. Juro que achei que não conseguiriamos desviar do carro da contra-mão, antes da ultrapassagem. Ele ainda nos proporcionou outros momentos de sua vida de caminhoneiro, quando estava dirigindo viu um acidente, mas como ele mesmo comentou:
"não foi acidente pra morrer".

ENFIM, CIDREIRA!

Não lembro ter cruzado 30km tão depressa. Mas após pegarmos a chave para deixar as bagagens, começamos a trilha até a casa. A cada quadra, aquele isopor pesava cada vez mais. Mesmo revezando, e por vezes levando junto com outro guri, já estava cansado daquele isopor, mas ele levava nosso "mantimento". E 2 quadras antes do fim, ouve-se um estralo, e nosso isopor caí no chão, esparramando a esquina de latas de cerveja, coca-cola, smirnoffs e gelo... Só lembro dos meus lamentos decepcionados, juntando-"as", com os outros...

O DOCE TINK WINKY

Chegamos, enfim, na casa. Ainda lamentando o Isopor e suas "3 perdas", Ouvimos apenas um aviso: O cachorro, se ele correr, não se mecham! Era só o que me faltava! O cachorro simplesmente é "mal encarado". Tanto que depois, quando fomos durmir, ele deitou-se no sofá, e nos deixou, os quatro!, do lado de fora, após uma mordinha no meu dedo, tentando fazer um afago nele.

FELIZ ANO NOVO!

Bom, após tantas desventuras, esperamos pela contagem, brindamos, comemos, fomos para "beira da praia", enfim, começamos o ano, de uma maneira inusitava, mas depois relembrando, muito engraçada!

Então, Feliz Ano Novo para nós, que possamos fazer diferente para que no próximo ano não precisamos reclamar por coisas novas, apenas agradecer!

Abraço e faça diferente este ano!

3 comentários:

  1. Bah muito bom!!!!!!!

    Que indiada!!!!!!!!!!!

    Te adimiro!!!!!!!

    Bjuz

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  2. sem comentários, apenas umas risadas.

    hehehe

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  3. Aiiii, Guri!
    Que história...
    Mas, a vida é assim mesmo, afinal...
    "O que você vai contar pros seus netos?"

    Pra você também. Um ano novo íncrivel!

    Beijo

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